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BrandZ Retail: apostar nas gôndolas ou no online?

Jacqueline Lafloufa

Editora de conteúdo e insights

Marcas e Propaganda 31.01.2017 / 08:00

brandz-retail

Tem certeza que o produto precisa ocupar um espaço na loja, ou talvez seja melhor colocá-lo na vitrine digital?

Os varejistas mais eficientes são aqueles que focam em produtos que vendem rápido e que justificam o espaço que eles ocupam nas lojas. Aqueles que levam mais tempo para serem vendidos, ou aqueles itens que os consumidores não se importam de comprar sem vê-los ao vivo antes, podem às vezes serem vendidos de forma mais eficiente pelas lojas online.

Isso significa que as lojas têm a oportunidade de se tornarem destinos para imersão junto à marca, algo que a Apple, por exemplo, já se tornou expert em fazer. Existe uma diferença, na mente dos consumidores, entre o que é cotidiano e o que é icônico. E, assim como as pessoas esperam que seus aplicativos sejam atualizados regularmente, eles também esperam que as lojas físicas possam oferecer algo novo ou reconfigurar a experiência que eles terão ali de tempos em tempos. Os compradores de hoje estão confortáveis em navegar entre mídia e lojas, entre o que é online e offline, usando ambas as possibilidades para concluir seus dois objetivos básicos: navegar e comprar.

Muitas marcas de varejo ainda estão presas no modelo de canais separados, ou fluxos diferentes para online e offline, separações que já não existem mais para o consumidor. Apresentar opções de compra omni-channel é uma coisa, mas ter um modelo de pensamento omni-channel é algo completamente diferente.

Hoje a internet é um excelente destino para o ato de comprar. Sites e cookies conhecem o comprador, entendem suas preferências, sabem os detalhes do cartão de crédito e para onde mandar as encomendas. Isso faz com que o processo de compra se torne fácil e simples. E ainda assim, a internet ainda é um local muito frustrante para navegar e conhecer novas coisas. Lojas físicas bem feitas, no entanto, permitem que o comprador rapidamente procure e encontre novos itens, que tenham uma experiência com o produto, que busquem ajuda ou confirmação com um expert, que experimentem, toquem, testem os produtos. Ou seja, nas lojas físicas, essa experiência de busca e experimentação é muito superior ao que é possível online. No entanto, na maioria das vezes esse é um processo desagradável, que consome tempo e dificulta a realização de uma transação (imagine as filas de pagamento, por exemplo).

O desafio das marcas para o futuro é esse: melhorar a experiência de compra online e nas lojas físicas, coordenando para que ambas sejam o mais práticas possível. A resposta - ao menos para os varejistas que não operam 100% online - é um formato realmente omni-channel. Se bem realizado, esse formato combina os prazeres de navegar, explorar e descobrir novas tendências, que costuma acontecer nas lojas físicas, com a conveniência do e-commerce e das compras online. O verdadeiro omnichannel permite que o consumidor faça uso da loja e das telas móveis do jeito que eles bem entenderem.

Fonte: Kantar Retail, Kantar Millward Brown


Nota da Editora

Metodologia: A Kantar Millward Brown forneceu as avaliações, baseada no BrandZ™, pesquisa proprietária da WPP que é a maior e mais extensa ferramenta de brand equity do mundo.

Mais de 2 milhões de consumidores e clientes B2B em mais de 30 países compartilharam suas opiniões sobre milhares de marcas. A Kantar Retail interpretou os principais desenvolvimentos das marcas de varejo e ofereceu insights sobre vantagens competitivas e desafios do setor.

Neste ano, muitas outras empresas da WPP, como FITCH, Salmon, Mindshare, Labstore and Kantar Worldpanel, adicionaram comentários sobre o impacto das compras omni-channel, das mudanças nas jornadas do consumidor e o potencial da internet das coisas e da automação nos negócios das marcas de varejo.

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