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Depois da economia, foco do shopper é na conveniência

Julio Gomes

Managing Director Latam

Consumo e Negócios 22.06.2017 / 08:00

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Minimercados, voltados para compras que visam praticidade, vão ganhar espaço nos próximos anos

2016 foi o ano dos atacarejos. Com a crise apertando o bolso, o consumidor fez seus malabarismos para conseguir continuar levando os melhores produtos no seu carrinho. Um dos jeitos de driblar essa dificuldade foi apostar na compra em atacarejos, que permitiam uma economia maior no longo prazo, baseado no volume adquirido.

No entanto, assim que a crise arrefece um pouco, outro ponto muito importante para os shoppers emerge no ambiente de varejo: aconveniência e a praticidade.

A primeira lembrança que muita gente tem quando se fala em "loja de conveniência" são as lojinhas que costumam estar presentes em postos de combustíveis. Elas são simples, pequenas, têm pouca variedade, mas suprem bem as necessidades básicas dos consumidores, em especial para compras rápidas e de consumo imediato. Com essas características, fica fácil entender por que esses modelos de lojas menores, os chamados “formatos de proximidade”, combinam muito com o agito da vida urbana atual.

Com a escassez de tempo para dedicar às compras nos grandes centros urbanos, os modelos de conveniência deixam de ser exclusividade dos postos de combustível e se mudam para as ruas, próximos de áreas residenciais, comerciais e até perto de escritórios, na ânsia de aproveitar os minutos disponíveis entre a atribulada rotina dos compradores.

Grandes redes varejistas passaram a expandir a atuação de versões menores e mais "convenientes" das suas lojas, que passaram a ser chamadas de "minimercados" - é o caso do Carrefour Express, Minuto Pão de Açúcar, Dia%, entre outros - que têm como foco atender às necessidades do consumidor de forma rápida e prática.

Quanto menos calculadas e mais imediatistas forem as compras, maior é a tendência da procura dosshopperspor canais de conveniência. Não é à toa que todos querem entrar nesse jogo!

No entanto, para vencê-lo, novas capacitações terão que ser desenvolvidas, como a otimização de sortimento, precificação dinâmica e uma cadeia de abastecimento eficiente. E isso vale tanto para o varejo quanto para a indústria.

3 dicas para ajudar nas estratégias que envolvem lojas de conveniência:

  1. Otimize o seu sortimento
    Defina quais produtos devem estar disponíveis na loja, sempre levando em conta se eles combinam com o comportamento, rotina e missão de compra do shopper daquela região. O sortimento certo é aquele que atrai o tipo de comprador ideal para aquele minimercado, que contribui para a experiência de compra e ajuda na construção da imagem da loja. Um bom exemplo é a inclusão de produtos para consumo “on the go” em regiões de alto fluxo ou alta densidade populacional.

  2. Tenha uma precificação dinâmica
    Não adianta ter apenas o melhor preço: é preciso ter preços que se adaptem à rotina do comprador e à necessidade de reabastecimento do estoque da loja. É como a dinâmica de preços de guarda-chuvas em dias de chuva – como o interesse e a necessidade do produto mudam, os preços também variam conforme a situação. Ao fazer a precificação dinâmica, lembre-se de levar em conta o comportamento do comprador, os objetivos (ou missões) da sua compra e até mesmo o momento do mês.

  3. Faça com que sua cadeia de abastecimento seja eficiente
    Lojas menores significam menos produtos e menos estoque. Para que essa equação não termine em prateleiras esvaziadas, que passam uma má impressão para os clientes, é preciso ter uma relação de bastante proximidade com os seus fornecedores. Nesse modelo de minimercado, a cadeia de suprimentos se torna crítica: qualquer falha significa ficar sem produtos na prateleira, que levam à perda de oportunidade de vendas.

Fonte: Kantar Retail

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