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Novembro Azul: Diagnóstico precoce tem altas chances de cura

Priscylla Almeida

jornalista

Saúde e Esporte 17.11.2016 / 06:00

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Se descoberto logo, câncer de próstata tem prognóstico bastante positivo

Comparados com as mulheres, os homens têm uma dieta menos balanceada, praticam menos exercícios, fumam mais e vão menos ao médico, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do Instituto Brasileiro de Geografia e estatística (IBGE) e a pesquisa Saúde, Bem-Estar e Envelhecimento da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). A consequência dessas atitudes é que os homens têm mais problemas de saúde e vivem menos.

Durante o mês de novembro, as campanhas do Novembro Azul se esmeram em alertar não apenas sobre a prevenção ao câncer de próstata, mas também convidar os homens a cuidarem mais da própria saúde de uma maneira geral, desde a alimentação e prática de atividades físicas até às consultas regulares, como checagem de níveis de glicemia ou pressão arterial.

“Quando falamos em prevenção é necessário destacarmos que algumas medidas preventivas são facilmente aplicáveis, como mudanças em hábitos de vida. É importante manter a prática de atividades físicas e uma alimentação rica em vegetais e pobre em gorduras”, destaca o oncologista Luciano Paladini, médico analista da Evidências – Kantar Health.

A boa notícia é que o câncer de próstata, se diagnosticado precocemente, tem grandes chances de cura, com taxas em torno de 90% a 95% de cura. “A maior parte dos pacientes com câncer de próstata não vai morrer por causa da patologia. Então, a conversa sobre prognóstico, que é difícil em alguns tipos de câncer (como pulmão ou estômago), é mais tranquila quando se trata do câncer de próstata”, declara Paladini. “A maior dificuldade é lidar com os eventos adversos relacionados ao tratamento, especialmente quanto ao risco de disfunção erétil (que ocorre em cerca de 30% nos casos tratados com cirurgia, em cerca de 20-30% nos casos tratados com radioterapia e eventualmente todos os homens tratados com bloqueio hormonal). Mas é pouco comum que um paciente chegue ao ponto de se recusar a fazer o tratamento indicado por causa deste risco”, explica o oncologista.

Fonte: Evidências - Kantar Health

Nota da Editora

Esse artigo faz parte da série Novembro Azul, que foca em cuidados da saúde masculina. Veja também a série Outubro Rosa, que destaca assuntos relacionados à prevenção e tratamento do câncer de mama.

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