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Apps e gadgets de vestir podem ser aliados no cuidado com a saúde

Priscylla Almeida

jornalista

Saúde e Esporte 18.09.2017 / 05:00


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Gamificação, interatividade e instantaneidade dos aplicativos incentivam ações benéficas ao corpo

Os celulares estão hoje em praticamente todos os bolsos. No Brasil, 9 em cada 10 pessoas possui um aparelho, e cada dia mais cresce a presença de smartphones, celulares com capacidade de acessar a web e rodar aplicativos. Nesse cenário de alta conectividade, os aplicativos que ajudam a cuidar da saúde também vão ganhando mais espaço.

Eles podem vir tanto em forma de aplicativos mais simples, que funcionam diretamente no smartphone, como através de tecnologias de vestir, os chamados gadgets wearables. Existe hoje no mercado diversas modalidades, que vão desde dispositivos de vestir que ajudam no monitoramento de glicose, pressão arterial e Índice de Massa Corporal (IMC), até os que controlam o desempenho de corridas, consumo de calorias, rotinas de alimentação, ou que garantem ser tão eficazes quanto uma pílula anticoncepcional no controle da ovulação!

Nos mercados norte-americano e europeu, a venda de pulseiras fitness anda aquecida. Segundo dados da Kantar Worldpanel, 15,6% dos norte-americanos e 9,2% entre britânicos, alemães, franceses e italianos (EU4) possuíam umsmartwatch(relógio de pulso computadorizado) ou pulseira fitness no último trimestre de 2016.

No Brasil, nossos dados mostram uma preferência pela pulseira fitness, que costuma ter mais funcionalidades relacionadas ao monitoramento da saúde. “Esses gadgets voltados ao cuidado com o corpo vão ser bem-sucedidos em mercados onde existe uma exigência de beleza social muito forte. Também existe bastante potencial entre o público jovem, que está muito preocupado com exercícios físicos e com o monitoramento da qualidade do sono”, analisa David Fiss, diretor de cliente service da Kantar Worldpanel.

Apps e serviços para todo tipo de monitoramento

Muitos são os benefícios que os aplicativos de saúde procuram oferecer para melhorar a qualidade de vida. Um bom exemplo é o FIQr, que ajuda a monitorar pacientes que sofrem de fibromialgia, com um questionário que deve ser respondido uma vez por semana e enviado ao e-mail do médico. Para cuidados com lesões na pele, existe o SkinVision, que através da câmera do celular registra cada lesão e as encaminha para análise imediata. Em pesquisa realizada pela Kantar Health no ano passado, 6% dos diabéticos conectados à web nos Estados Unidos usavam regularmente sistemas de monitorização de glicose e 4% dos pacientes com doença cardíaca faziam uso de monitores de pressão arterial através da internet.

"Hoje podemos nos conectar com as pessoas por meio de aparelhos móveis e saber como elas se sentem ao analisar informações vindas dewearablesque monitoram a saúde e o bem-estar. Existem muitas possibilidades e elas só vão crescer cada vez mais", complementa Mardien Drew, diretora de dispositivos móveis e da incubadora de novas tecnologias da Kantar.

Para atender a esse público que tem exigências muito particulares, o mercado também tem respostas em forma de aplicativos e serviços conectados, que ajudam em situações do dia a dia delas. Para as grávidas, por exemplo, apps auxiliam a ter uma melhor nutrição e a acompanhar o desenvolvimento do bebê, permitindo anotar registros importantes, montar o enxoval e até mesmo a contar as contrações quando chegar a hora do parto.

Para Otávio Clark, médico oncologista e CEO da Kantar Health no Brasil, essas tecnologias fazem parte da sua rotina. “Uso todos os dias um app que controla calorias ingeridas e perdidas, outro para exercícios e o app de saúde original do meu celular que mede a quantidade de passos que dou”, declara. Além disso, Clark não ficou de fora quando a moda do Pokémon Go esteve em alta no ano passado e utilizou o jogo também para colocar as caminhadas em dia. “Foi um ótimo complemento. Achei o aplicativo tão interessante que realmente me estimulou a caminhar caçando Pokémons em todo lugar. Além de ter andado muito, cacei vários bichos legais!”, declara.

Para eles e também para elas

Os downloads de aplicativos também têm seu espaço voltado para elas.  Hoje, 91% das mulheres no Brasil que têm acesso à web possuem um smartphone. Tablets também estão nas mãos de 48% dessas brasileiras, bem mais que as 27% de 2015.



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De acordo com dados da Kantar TNS, as brasileiras estão entre as que mais se interessam em comprar equipamentos tecnológicos como tablets, console de games, smartphones, smartwatches, dispositivos de realidade virtual e serviços de streaming online, um comportamento bem similar ao de outros mercados em desenvolvimento, como China e Malásia. Em comparação com outros mercados do mundo, como EUA, Reino Unido, França, China, Espanha, Malásia e Cingapura, o Brasil aparece entre três principais onde as mulheres mais possuemsmartwatchese serviços de streaming online.



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“São de fácil manuseio e acesso, podendo ser consultados a qualquer momento, e com isso não precisamos ficar preocupadas com bilhetinhos que vamos deixando pela casa ou se a pílula foi tomada”, enfatiza Laura Goes, médica analista da Kantar Health. “O bom dos apps é que são diversos e para todos os gostos e maneiras. É só procurar, que você vai achar um que se encaixe à sua necessidade diária”.

O que os médicos acham?

Apesar das facilidades do dia a dia, tais tecnologias devem ser usadas em paralelo com o cuidado real e presencial da saúde. “Nada substitui a consulta médica e a atenção voltada para cada paciente específico. Têm coisas boas no mercado e as pessoas podem sim usar e reaprender muitas coisas, como a se alimentar e a se exercitar melhorando assim a sua qualidade de vida”, ressalta Clark. Além disso, é importante usar a tecnologia a seu favor, mas não deixando que o uso saia do controle. “Conheço pessoas que começaram a querer monitorar absolutamente tudo que faziam, quando faziam e como faziam, dessa forma acaba virando neurose. Além disso, têm apps que trazem informações imprecisas e podem induzir a erros no cuidado da própria saúde, ou seja, é preciso ter cuidado e equilíbrio”, recomenda ele.

Fonte: Kantar Health, Kantar Worldpanel, Kantar TNS

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