Brasil Insights

As tendências das mídias sociais para 2017

Marie Dollé

Gerente digital e diretora de conteúdo

Comportamento 14.12.2016 / 14:00

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A Kantar Media destaca 10 temas para ficar de olho no ano que vem

Com o fim de ano chegando, você pode estar fazendo aí a sua retrospectiva, mas será que já parou para planejar e pensar em trabalhar com as tendências do próximo ano? 

É claro que o conteúdo continuará a ditar as regras, fornecendo o combustível que impulsiona as redes sociais, mas será que existe uma nova tendência nessa hierarquia? O guru das mídias sociais, Gary Vaynerchuk, acredita que sim. “Se o conteúdo é rei, o contexto é Deus”, resume ele. Em um mundo onde todos são uma empresa de mídia, Vaynerchuk sugere uma simples filosofia: respeitar a plataforma, respeitar o seu público e, por fim, em terceiro lugar, a sua programação. 

Simples... Não é? 

Com isso em mente... Senhoras e senhores, podem se sentar enquanto apresentamos as nossas TOP 10 previsões digitais para 2017!

 

1 – Snaps & Facebook: muito além do “Social”

 

O Facebook ostenta mais de 1,7 bilhão de usuários ativos mensais. E a loucura é que isso é apenas a ponta do iceberg.  O Snapchat, gigante de mídia que não para de crescer, pode apimentar o panorama social. Claro, a sua base de usuários é apenas cerca de 20% do Facebook, mas o Snapchat compensa a desvantagem do seu tamanho com o envolvimento de conteúdo em vídeo, que repercute no público entre os 18 e 24 anos. O Snapchat está reposicionando a marca como fabricante de câmeras e inovando para além do seu app principal. Isso pode preparar o caminho para novas linhas importantes de negócios para esta jovem e ambiciosa empresa. 

A estratégia do Snapchat é um exemplo típico de uma tendência crescente à medida que as redes se livram do rótulo “social”. O Pinterest agora é um “catálogo de ideias”, em vez de uma rede social. Até o Twitter seguiu o exemplo. Em abril, eles mudaram a denominação do seu app de “Rede Social” para “Notícias” na Apple Store. O que está por trás da mudança na estratégia social? Trata-se da evolução da função das mídias sociais, que passam de uma distração divertida para um comportamento vital do nosso cotidiano... quase tão vital como respirar. 

Quer saber mais sobre o tema? Baixe o estudo completo.

2 – Surfando a onda da “Realidade Aumentada”

 

Oculus Rift, PlayStation VR, Gear VR, HTC Vive… Podem não ser nomes familiares ainda, mas estes headsets de Realidade Virtual (VR) baterão à sua porta em breve. Para os inexperientes, VR é uma experiência de imersão em que os movimentos da cabeça são seguidos em um mundo tridimensional, graças ao uso de headsets e dispositivos móveis.

Qual é a principal conclusão para as marcas? As redes sociais não são mais independentes. Elas estão ficando mais parecidas com a eletricidade: menos visíveis, mas ainda mais incorporadas às vidas das pessoas. Como escreveu Dan Lynch (Interop e SRI International): “O impacto mais útil é a capacidade de conectar pessoas. A partir daí, tudo flui.” As marcas precisarão se adaptar a esse novo “ambiente de informações envolventes” com a integração de novas tecnologias como VR, AR e IA. O desafio das marcas está na criação da “empatia eletrônica” para conectar seres humanos de um modo mais profundo, mais intenso. 

Se interessou por realidade aumentada? No estudo completo contamos mais detalhes. 

3 – A revolução da distribuição de conteúdo: bem-vindo à era das experiências

 

A distribuição de conteúdo costumava ser bem simples: mídias e marcas publicavam nos seus sites e/ou blogs e isso era compartilhado nas redes sociais. Obviamente, as marcas e mídias ainda publicam nos seus sites e blogs, mas agora, existem vários canais, cada um deles requer conteúdo específico e uma abordagem individual.

Para navegar nesse mundo tão fragmentado, as marcas e editores precisam ter algumas equipes dedicadas. O papel delas? Estabelecer e conquistar o relacionamento com as principais plataformas de conteúdo e orientar a estratégia editorial. Compartilhar massivamente o mesmo conteúdo antigo em todas as plataformas não funcionará mais. A chave para atrair, engajar e motivar a sua audiência é a criação exclusiva e original para cada plataforma.

Lida com desafios de distribuição de conteúdo? Confira mais detalhes no estudo completo.

4 – Os chatbots chegaram… mas não estão sozinhos

À medida que consumidores deixam as redes tradicionais em prol de apps de mensagens, as marcas ficam atentas...  O ano de 2014 foi o marco em que, pela primeira vez, as marcas chegaram aos consumidores por meio de apps de mensagens. 

Em 2016, os chatbots de atendimento surgiram como outra grande tendência a se observar. Chatbots são aplicativos que reproduzem códigos de conversas para gerar uma comunicação automatizada com os usuários. Graças a eles, agora é possível chamar o Uber, gerenciar reservas de jantares e obter passagens aéreas. Convenientes, rápidos e acessíveis em smartphones, os bots podem revolucionar as vendas on-line e fazer surgir o “e-commerce conversacional” – um atendimento “Social AI” completamente novo. À medida que a tecnologia dos chatbots se desenvolve em plataformas de mensagens, esperamos que esta se torne muito mais proeminente em 2017.

Em busca de dicas sobre como lidar com chatbots? Veja na íntegra baixando o estudo.

5 – Crescimento das redes de pergunta e resposta 

Todos os anos, uma das nossas novas tendências vem da Ásia e, este ano, não é diferente. A China viu recentemente a adoção em massa de novos serviços Q&A. 

Os imensamente populares sites “Ask Me Anything” (Pergunte qualquer coisa), como Fenda (分答) e Zhihu Live (知乎Live), permitem que qualquer pessoa faça perguntas a celebridades.

No Ocidente, parece que estamos no mesmo caminho. Obviamente, tivemos as tradicionais plataformas de Q&A, como Quora e Jelly por muitos anos. Mas alguns novos lançamentos no mercado foram inspirados pelos seus equivalentes chineses. Isso seria um incentivo saudável para os programas de formadores de opinião, por meio de representantes de funcionários e defensores de marcas. 

Entenda como as redes de pergunta e resposta asiátias funcionam lendo o estudo completo.

6 – Programas de influenciadores – aposta da moda ou sábio investimento?


As identidades das marcas se transformaram. Elas não são mais sobre a sua mensagem, mas sim uma questão de experiências coletivas dos consumidores e fãs que seguem a companhia. As antigas técnicas de marketing são inadequadas para chegar a esse tipo de conexão. Por isso, o marketing de influenciadores tende a brilhar em 2017 e a confiança será a maior estrela de todas. 

A linguagem moderna da confiança é uma interface de usuário engenhosa e, acima de tudo, alimentada por ótimas influências, classificações e críticas. Em breve, a confiança poderá ser uma mercadoria que os consumidores exigirão das marcas e das pessoas com quem interagem. Não será apenas uma questão de clientes que fazem críticas sobre marcas, mas uma questão das nossas próprias personalidades que estarão relacionadas a uma avaliação ou reputação.

A próxima etapa na evolução dos influenciadores, provavelmente, será um conjunto padronizado de taxas de acordo com métricas estabelecidas, como o envolvimento do público. Isso pode sinalizar o fim do investimento em influenciadores apenas pela agitação e instinto. E a principal conclusão? Chegou a hora de reestruturar a sua marca com confiança e influência, além de alimentá-la organicamente com os elogios dos seus clientes.

Saiba mais sobre como lidar com influenciadores no estudo completo.

7 –  Redes Sociais & TV – o casal do futuro


As redes sociais sempre tiveram um vínculo com o conteúdo de TV e vídeo. Agora, o fenômeno "Social TV" marca a união da televisão com estas mídias, por meio das milhões de pessoas que compartilham nas redes sociais as suas experiências com outros telespectadores.

Através do Kantar Twitter TV Ratings, que monitora as conversas sobre TV no Twitter, descobrimos que as conversas fora da janela de transmissão tornaram-se maiores do que aquelas que acontecem durante o programa. Por exemplo, os dados do Reino Unido em setembro mostraram que apenas 43% dos Tweets sobre programas de TV foram durante as janelas de transmissão. Na Espanha, esse número foi de 54% e no Brasil, 55%. Com as audiências discutindo os programas fora do horário de transmissão, vídeo e TV continuam se estendendo por meio das redes sociais.

Em um cenário de expansão onde as marcas, mídias e operadores de plataforma aproveitam as oportunidades disponibilizadas por  esta área em expansão, você pode apostar que haverá muitas oportunidades (e receita publicitária) para maximizar o “Social TV” e a transmissão ao vivo. 

Shippando o casal "redes sociais e TV"? Entenda mais sobre esse relacionamento no estudo completo.

8 – Os assistentes virtuais querem antecipar os seus desejos

Há anos, a Google desenvolve atualizações que fornecem dimensão contextual e até resultados preditivos. Isso pode ser o fim da caixa de pesquisa, já que ela evoluiu para um “mecanismo de resposta” altamente flexível. 

Os serviços de assistente ainda representam um desafio à supremacia dos mecanismos de busca, mas existe a preocupação de que essa função perturbaria todo o modelo existente, começando pelo formato dos anúncios, que poderiam simplesmente se tornar mais contextuais e úteis para o usuário. Ou seja, se você procurasse um restaurante, por exemplo, o seu assistente de pesquisa poderia lhe oferecer um resultado “natural” além de uma sugestão “patrocinada”. 

Uma coisa sabemos com certeza: consultas por voz são 30 vezes mais prováveis de serem orientadas por ação do que consultas digitadas. Portanto, podemos esperar que esse formato apresente milhares de oportunidades para as marcas competentes. 

Se você perguntasse pra um assistente de voz como saber mais sobre o assunto, ele lhe diria para baixar o estudo completo.

9 – Social Commerce – Quem será a galinha dos ovos de ouro?


O comércio social foi um tema quente em 2016, mas o entusiasmo pelo botão “comprar” não conseguiu cultivar a compra por reflexo e nunca correspondeu às expectativas. Isso forçou as marcas a experimentarem abordagens alternativas e mais ferramentas para conduzir à descoberta orgânica de produtos.

No entanto, apesar dos enormes esforços, as compras via mídias sociais ainda são decepcionantes e complexas. Por quê? Porque, basicamente, plataformas como Facebook se concentram principalmente em conectar pessoas, não em gerar vendas. 

O discreto e trivial Pinterest bem poderia vir a ser o insuperável lugar perfeito de comércio. Afinal, o seu foco principal é descobrir novos produtos, salvar e planejar compras futuras. A plataforma já lançou muitos recursos para acomodar cada estágio do ciclo de compras do cliente, inclusive um mecanismo de recomendação atualizado, pins que podem ser comprados, pins enriquecidos, uma sacola de compras e muito mais. A Kantar Millward Brown relatou que 93% dos visitantes do Pinterest usam o site para planejar uma compra e que 87% realmente fizeram uma compra depois de ver algo que apreciaram. Por isso, a capacidade do Pinterest de gerar vendas é um importante diferencial da plataforma.  Fique de olho no  Pinterest em 2017! Pode parecer uma empresa pequena e singular, mas pode bem se tornar a nova plataforma do comércio social.

Para saber mais sobre o tema basta baixar o estudo completo.

10 – Office War!

Em outubro de 2016 o Facebook anunciou o lançamento do Workplace, um kit de ferramentas sociais que quer competir com intranets e caixas de correio, acelerando a comunicação entre funcionários. O objetivo? Alcançar a última dimensão da sua vida que escapou: seu emprego.

Apesar de vários players de destaque (Slack, HipChat, Yammer), o local de trabalho digital continua fragmentado, sofrendo de uma falta de compatibilidade entre as ferramentas. Além disso, muitas empresas ainda têm que adotar ferramentas sociais, que por enquanto são vistas como meras distrações. No entanto, a crescente força de trabalho dos Millennials está gerando um novo interesse em ferramentas de comunicação social para empresas. Muitos Millennials veem a comunicação digital como a melhor maneira para romper as barreiras de comunicação, especialmente em grandes empresas. Essa é uma tendência que sinaliza o papel crescente das mídias sociais e de bots de conversa em negócios atuais.

Espere a adoção massiva de ferramentas de mídia social e uma revolução na maneira como nós conversamos no trabalho. Se você ainda não está a bordo, é hora de acordar o seu lado Millennial e seguir em frente. 

Fonte: Kantar IBOPE Media, Kantar Media

Nota da Editora

Confira o estudo na íntegra baixando o arquivo no site da Kantar IBOPE Media

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