Brasil Insights

Samsung, Huawei e LG fazem lançamentos antes do início da MWC16

Carolina Milanesi

diretora de ComTech

Móvel 22.02.2016 / 11:00

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Todos de olho nos novos smartphones e em óculos de realidade virtual

A Samsung comparece à Mobile World Congress há 3 anos, e no último domingo (21), todos estavam ansiosos para conhecerem os smartphones Samsung S7 e S7 Edge. Ainda que bastante tempo tenha sido investido para apresentar as funcionalidades desses dispositivos, era impossível não perceber que o grande destaque era o Gear VR. Havia um aparelho de realidade virtual em cada uma das cadeiras do salão onde aconteceu a conferência da marca, e ele foi usado para assistir a um vídeo de introdução dos novos produtos.

Os novos S7 e S7 Edge corrigem alguns aspectos do S6 e S6 Edge que os consumidores não gostavam, como a falta da opção de armazenamento removível. Os smartphones também oferecem novos jogos e um poderoso processador. Ambos são resistentes à poeira e à água e têm uma câmera bem melhor. Com certeza os S7 são uma atualização óbvia para quem possui um S5 ou anterior, mas talvez seja um pouco difícil de justificar a trica para quem possui um S6 ou S6 Edge. No entanto, a promessa da Samsung de oferecer 200 dólares em créditos para comprar jogos e de enviar um Gear VR gratuitamente junto com os novos S7 podem ajudar a justificar a compra. Ainda assim, acredito que essa oferta mostre mais o interesse da Samsung em expandir seu negócio de realidade virtual do que uma tentativa de fazer com que seus novos smartphones ganhem o mercado.

A grande surpresa da conferência da Samsung foi a presença de Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, que reforçou a importância da realidade virtual, citando tanto o Oculus quanto o Gear VR, inclusive compartilhando alguns dados para mostrar que o setor está em franco crescimento. Zuck também destacou que os dispositivos de realidade virtual são um novo jeito de acompanhar momentos familiares importantes, como os primeiros passos de sua filha. Apelar para o lado emocional com certeza vai ajudar o Gear 360 a ser desejado por muito mais gente, quando comparado com câmeras 3D ou até mesmo com a GoPro.

Para mim, quem esteve presente na conferência viu o futuro da Samsung. Foi a primeira vez que vimos o novo presidente de negócios mobile da marca, DJ Koh, mas principalmente percebemos uma grande conexão entre Zuckerberg e Koh, evidenciando uma parceria entre Facebook e Samsung. Considerando o esforço da Samsung em se destacar do Google, a nova amizade com o Facebook pode ser de grande valia.

Huawei

Já estamos acostumados a ver a Huawei fazendo ótimas apresentações, e surpreendentemente o foco de 2016 não foi um celular, mas um PC. Um dispositivo 2 em 1 chamado MateBook, que parece muito com o Surface e que funciona com sistema operacional Windows. Essa é uma nova área para a Huawei, que esteve crescendo no mercado de smartphones na China e na Europa.

Ainda que essa estratégia tenha chegado em uma época onde os fabricantes de smartphones estão sendo pressionados a expandir seus portfólios, esse não é um mercado fácil de conquistar. A Huawei com certeza sabe disso, e trazer a Intel e a Microsoft para o palco ajudou a dar mais valor para essa movimentação da marca. A fabricante chinesa se esforçou bastante em diferenciar o MateBook de outros dispositivos do mercado, ainda que o preço pareça um pouquinho salgado (começando em 800 dólares), se considerarmos que a marca não é conhecida na área de computadores e que possui grandes competidores.

LG

Apesar do foco no novo G5, a apresentação da LG falou muito mais de ecossistema. O novo smartphone tem um design modular, que permite a troca da bateria e adição de módulos complementares como o LG Cam Plus, que traz um botão dedicado para bater fotos, um protetor de lentes e uma rodinha para o controle do zoom.

Essa é a primeira iniciativa comercial com um smartphone modular, mas ainda parece pouco se compararmos com o que o projeto Ara, do Google, pretende fazer. Ainda que a bateria removível possa ser interessante para os consumidores, o restante ainda parece muito focado em nichos. Essa novidade pode ajudar a LG a ser percebida como uma marca inovadora ao invés de uma opção com um bom custo-benefício. E isso provavelmente é o que a marca precisa se ela quer que a câmera LG 360, o óculos LG 360 VR e o LG Rolling Bot (um robô parecido com o BB-8 de Star Wars, que pode ser controlado com seu smartphone) sejam bem sucedidos. Esses gadgets não parecem ter qualquer tipo de apelo com a atual clientela da LG, e para atrair consumidores de outras marcas sem se mostrar competitiva com o preço, a LG realmente precisa mudar a percepção da sua marca.

Fonte: Kantar, Kantar Worldpanel

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