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Fitbit e Apple dominam mercado de wearables

Lauren Guenveur

Analista de Mobile Global de ComTech

Móvel 26.01.2017 / 14:00


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Em 2016, vendas de pulseiras fitness ultrapassou a de smartwatches

Seja no mercado norte-americano ou no europeu, a venda de pulseiras fitness anda mais aquecida do que a venda de smartwatches. Segundo os mais recentes dados da Kantar Worldpanel, no último trimestre de 2016 15,6% dos norte-americanos e 9,2% entre britânicos, alemães, franceses e italianos (EU4) possuíam um smartwatch ou pulseira fitness. Dentre os que escolheram adotar o uso específico do relógio inteligente, os números eram menores - 4,2% nos EUA e 3,8% nos principais mercados europeus*.

A Fitbit continua a dominar o setor das pulseiras fitness, sendo responsável por 75% das vendas de fitbands no último trimestre de 2016, um aumento em relação aos 43% observados no período anterior. A Garmin, principal competidora da Fitbit, ficou com uma parcela de 12,5% do mercado no 4º trimestre de 2016. As promoções de Black Friday e Cyber Monday foram muito importantes para alavancar as vendas da Fitbit, que conseguiu colocar seu FitBit Charge 2, lançado em setembro de 2016, como a fitband mais vendida no período, abocanhando 27% do mercado de pulseiras fitness.

Nos EUA, a Apple se destaca como principal marca para a compra de relógios inteligentes, conquistando 50% do mercado (mais do que os 24% do market share que a marca tinha no 3º trimestre de 2016). Logo em seguida aparece a Samsung, que deteve 17,4% das vendas de smartwatches no último trimestre de 2016. Essa arrancada da Apple foi bastante influenciada pelo lançamento do Apple Watch Series 2 (em setembro de 2016), que trazia um novo design à prova d'água e GPS integrado. Além disso, o modelo anterior, o Series 1, se tornou uma interessante opção de baixo custo para atrair novos consumidores. No período analisado pelo painel ComTech (4º trimestre de 2016), o Series 2 apareceu como o smartwatch mais vendido da Apple, representando 33% das vendas.



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Além da Apple e da Fitbit, outras marcas de wearables têm encontrado dificuldades de convencer o consumidor a adquirir seus produtos, que já chegaram a ser considerados dispositivos "do futuro". Nos EUA, 76% dos entrevistados alegaram não ter interesse em adquirir gadgets de vestir, alegando como obstáculos o preço (46%) e as funcionalidades, que eram tidas como pouco úteis (33%).

Para algumas marcas, essa desaceleração do mercado trouxe algumas consequências, como a decisão da Lenovo, Microsoft e Jawbone de abandonar a produção de wearables. A Pebble, uma das estreantes do setor, também anunciou ter sido comprada pela Fitbit, empresa que também adquiriu a plataforma The Vector Watch. Durante a CES 2017, em Las Vegas, foi possível observar que havia um otimismo cauteloso com os wearables, com startups tentando se diferenciar dos atuais modelos de fitbands e de smartwatches ao trazer recursos mais especializados e maior foco no monitoramento de saúde e performance fitness. Além disso, muitos deles estavam fugindo do modelo "pulseira", apostando em roupas, tecidos inteligentes, adesivos e anéis.

Nesse cenário, o antigo ditado "quem tem jeito pra tudo, não tem jeito pra nada" pode fazer muito sentido. Parece que os consumidores poderão dar preferência à dispositivos que sejam muito bons para usos mais específicos, ao invés de apostar em funcionalidades mais simples e mais genéricas.

Fonte: Kantar Worldpanel


Nota da Editora

* Principais mercados europeus (EU4) incluem Reino Unido, Alemanha, França e Itália.

Confira no link acima o press release completo (em inglês) sobre os dados trimestrais da Kantar Worldpanel ComTech sobre o setor de wearables. Os dados apresentados nessa matéria são baseados no painel de consumidores globais da Kantar Worldpanel ComTech, o maior painel contínuo de pesquisa de mercado e de monitoramento de dispositivos móveis do mundo. Só na Europa, esse painel realiza mais de 1 milhão de entrevistas por ano. Não são contabilizados nesse painel vendas realizadas para grupos corporativos.

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