Brasil Insights

Os últimos 10 anos e a transformação da TV

Thiago Magalhães

gerente de Go To Market

Áudio, Texto, TV e Vídeo 27.11.2017 / 13:00

Hand holding remote sennep

Com smartphones, internet a todo tempo e mais telas à disposição, estamos consumindo mais conteúdo em diferentes formas.

Durante um discurso de formatura em Stanford, Steve Jobs certa vez destacou algo que todo mundo que já fez uma retrospectiva sabe: só é possível realmente conectar os pontos olhando para trás. Passado o momento de turbulência, as mudanças ficam mais evidentes e seus impactos, mais compreensíveis.

Se olharmos para os últimos 10 anos, muita coisa mudou, inclusive por conta de algo lançado pelo próprio Steve Jobs: o iPhone. O smartphone da Apple, apresentado ao mundo em 2007, alavancou o mercado de smartphones e alterou a forma como nós nos comportamos, influenciando várias indústrias, e entre elas a da televisão.

Hoje, quando olhamos para os “pontos do passado”, fica clara a revolução causada por uma telinha touch inteligente conectada à web. Ela não aconteceu instantaneamente, mas quando engrenou, acelerou em pouco tempo.

Foram necessários alguns anos para que os smartphones chegassem às mãos de 20% dos brasileiros (2013), mas desde então vimos crescimento consistente e veloz, alcançando 70% do país em 2017. O mesmo acontece com a conectividade à web: há 10 anos, a presença de banda larga era pouco expressiva, mas entre 2011 e 2017, saltou de 49% para 81% entre o público brasileiro. 



Kantar
  • SAVE
  • Close

    SHARE THIS WITH FRIENDS

  • EMBED
    Close



Kantar
  • SAVE
  • Close

    SHARE THIS WITH FRIENDS

  • EMBED
    Close

A popularização da tecnologia móvel, especialmente para acessar a internet, ajudou a alavancar o sucesso de mídias sociais e aplicativos de mensagens. Nosso cotidiano passou a incluir hashtags, apps que permitem chamar um carro ou mandar uma mensagem instantaneamente, e a consumir conteúdo televisivo na palma da mão.

Nos tornamos multimídia, superconectados e hiperinformados. E, junto com a gente, a TV mudou, evoluiu para se tornar mais digital, social e ir além do linear.

 

Quem te viu, quem TV

Quem via a onda tecnológica chegando não podia prever o que iria acontecer. Com mais telas à nossa disposição e a possibilidade de estar conectado à web 24 horas por dia, o que iria acontecer com o nosso consumo de mídia? Era difícil prever, mas foi possível medir.

Dados da Kantar IBOPE Media mostram que quanto maior o número de meios de comunicação a que um indivíduo tem acesso, maior tende a ser o número de horas que ele dedica para consumir mídia: o brasileiro consome em média 8h e 20 minutos de mídia em um dia. Tempo que sobe de acordo com a exposição a um número maior de mídias. Consumidores impactados por 4 meios (TV, OOH, jornal e rádio) consomem 9 horas e 55 minutos, tempo que chega a 10 horas e 51 minutos para aqueles que tem acesso a 6 meios de comunicação (TV, OOH, jornal, rádio, internet e revista). 

 

Tempo -telas -10-anos -2017

Fonte: Kantar IBOPE Media / Target Group Index 2017

A internet, por exemplo, pode ser acessada em “paralelo”, de forma simultânea, como uma plataforma que permite ampliar o consumo de conteúdo, de forma móvel e interativa. Nesse cenário, os meios se complementam. Não é de surpreender que as mídias sociais, por exemplo, tenham adquirido um caráter de fórum de debates sobre assuntos ou temas que a audiência viu na TV.

Organizando os assuntos por #hashtags, Twitter, Facebook e outras mídias puderam se tornar uma extensão da sala das casas, ampliando a experiência de consumir TV para algo mais interativo, a chamada Social TV.

Além disso, a popularização da conectividade em banda larga permitiu que a experiência com a TV transcendesse de um modelo “linear” – onde é preciso assistir ao programa seguindo o horário da grade da emissora – para uma experiência não-linear, quando o conteúdo é visto quando e onde o espectador julgar mais conveniente, através de streaming online, gravações para assistir mais tarde ou PayPerView. 



Kantar
  • SAVE
  • Close

    SHARE THIS WITH FRIENDS

  • EMBED
    Close

Paralelamente a esses novos comportamentos que surgiram, o consumo médio de TV entre os telespectadores se manteve em contínuo crescimento na última década, chegando a 6h17minutos em 2016. 

Consumo -de -tv -tempo

Fonte: Kantar IBOPE Media


TV além do aparelho de Televisão

Olhando para os últimos 10 anos, é possível perceber que a TV extrapolou a telinha. Ela passou a estar presente em todos os lugares e é hoje o resultado de uma fusão de experiências.

Isso traz para o mercado inúmeras possibilidades de impactar o consumidor e um novo desafio: entender o consumo de conteúdo em aparelhos conectados à web e analisar os dados gerados nas mais diferentes plataformas para ajudar marcas e empresas a acompanhar os assuntos mais comentados, circular informação de qualidade e avaliar o sucesso de campanhas publicitárias.

Os profissionais do mercado de mídia já sabem: não basta medir. É preciso ajudar os clientes a incorporarem o uso de informações em suas estratégias para maximizar o retorno sobre os investimentos.

A televisão cresceu além do dispositivo que deu nome ao meio.  Ela é também o que está nos bolsos, nas casas, nos bares, tudo que toca e exibe conteúdo diante de uma audiência. A ubiquidade das telas conectadas são, claro, um desafio. E, ao mesmo tempo, são uma imensa oportunidade de utilizar dados e informações para oferecer uma experiência híbrida e mais completa ao consumidor. 

Fonte: Kantar IBOPE Media

Nota da Editora

Os dados mencionados nos gráficos referem-se às seguintes fontes:

Gráfico 1: Posse de Smartphone - População
Fonte: Kantar IBOPE Media |Target Group Index – BR TG 2017 II (2016 2s + 2017 1s); Target Group Index BrY17w1+w2 (Ago15-Jun16); Target Group Index BrY16w1+w2 (Ago14-Set15); Target Group Index BrY15w1+w2 (Ago13-Ago14); Target Group Index BrY14w1+w2 (Jul12-Ago13)

Gráfico 2: Formas de acesso à web nos últimos anos
Fonte: Kantar IBOPE Media |Target Group Index – BR TG 2017 II (2016 2s + 2017 1s); Target Group Index BrY17w1+w2 (Ago15-Jun16); Target Group Index BrY16w1+w2 (Ago14-Set15);

GIF - Quanto mais multimídia, mais tempo de consumo de meios
Fonte: Target Group Index - BR TG 2017 II (2016 2s + 2017 1s)

Gráfico 3: Conectividade e vídeo sob demanda
Fonte: Kantar IBOPE Media |Target Group Index – BR TG 2017 II (2016 2s + 2017 1s); Target Group Index BrY17w1+w2 (Ago15-Jun16); Target Group Index BrY16w1+w2 (Ago14-Set15); Target Group Index BrY15w1+w2 (Ago13-Ago14); Target Group Index BrY14w1+w2 (Jul12-Ago13); Target Group Index BrY13w1+w2 (Jul11-Ago12); Target Group Index BrY12w1+w2 (Ago10-Ago11); Target Group Index BrY11w1+w2 (ago09-Jul10); Target Group Index BrY10w1+w2 (Ago08-Ago09); Target Group Index BrY9w1+w2 (Ago07-Jul08)

Gráfico 4: Consumo médio individual de TV entre telespectadores
Fonte: Kantar IBOPE Media | Media Workstation Telereport Premium| Db Pay TV 9 Mercados: 01/01/2007 - 31/12/2013 e Db Regiões Metropolitanas FUSO - TV aberta + PayTV: 01/01/2014 - 31/12/2016 | Total Ligados | ATS#

Últimas Notícias

Elas estão liderando e transformando a sociedade. Será que as marcas estão prontas para lidar com elas?

Básicos continuam sendo priorizados, mas opções premium têm espaço no carrinho

Juntas, as top 100 marcas mais valiosas dos EUA totalizam 3,16 trilhões de dólares

Retração do consumo é mais forte no Nordeste e no Interior de São Paulo

Racionalização e seletividade vão entrar no carrinho

Leia também