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BrandZ: Marca de tecnologia tem crescimento alavancado por receita de anúncios e mudanças incrementais

Jacqueline Lafloufa

Editora de conteúdo e insights

Marcas e Propaganda 30.08.2017 / 08:00

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Marcas de B2C e B2B colaboram para nos levar ao futuro

Com um crescimento de 13% em valor, as marcas de tecnologia foram a segunda categoria com o maior crescimento do BrandZ global, que lista as marcas mais valiosas do mundo. O grande crescimento da categoria, no entanto, não pode ser creditado unicamente a uma marca ou um produto em específico. Marcas de B2C (Business-to-consumer) melhoraram a forma como monetizam conteúdo, e tanto marcas B2C como B2B (Business-to-business) tiveram progresso incremental ao se preparar para um futuro em que teremos a presença de inteligência artificial (AI, na sigla em inglês), realidade virtual (VR), realidade aumentada (AR) e Internet das Coisas (IoT), além de reconhecimento de voz e veículos autônomos.

Das 20 marcas que se destacaram no ranking, apenas uma teve queda no valor de marca, e várias estiveram entre as marcas que mais cresceram em valor no ranking das 100 marcas globais mais valiosas de 2017, incluindo a Netflix (+30% em valor), Facebook (+27%) e Tencent (+27%). Tanto a Salesforce quanto a Samsung cresceram 23% cada.

Além disso, a Microsoft, IBM e Intel cresceram 18% cada. Três marcas estrearam neste ano no BrandZ Top 20 de tecnologia: YouTube, HPE (que anteriormente foi parte da Hewlett-Packard) e Snapchat. Google e Apple mantiveram a liderança da categoria, ainda que com modestos crescimentos em valor de marca. A Amazon, que neste ano aparece listada dentro da categoria de varejo, cresceu 41%).

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Os picos de crescimento de valor de marca para as marcas B2B indicam que os anos de investimento para transformar marcas que tinham grande legado na área em operações mais contemporâneas, baseadas na nuvem, valeram a pena. A equilibrada distribuição de crescimento de valor entre as marcas B2C e B2B refletem em parte como as marcas cada vez mais competem e colaboram através da fronteira entre consumidores e clientes corporativos.

De fato, poucas marcas mantiveram foco em apenas um dos lados dessa fronteira. Até mesmo o Facebook, que é primordialmente uma marca voltada aos consumidores, ressaltou que 65 milhões de empresas no mundo todo usam o Facebook Pages, e que outros muitos também têm perfis no Instagram para Negócios e usam o Workplace, uma ferramenta de colaboração para corporações. Com a sua influência expandindo cada vez mais, o Facebook é uma das muitas marcas que está avaliando a sua responsabilidade no monitoramento de conteúdo e na proteção da privacidade dos seus usuários.

Por conta do seu papel vital como guardiã de dados e a sua função centralizadora de conectividade e comunicação digital, a categoria de tecnologia foi arrastada para o dentro do furação dramático geopolítico. Marcas de mídias sociais estiveram especialmente no foco do debate político quando posts foram trazidos ao debate público e foram capazes de inflamar as opiniões das pessoas acerca do que é decente e do que é liberdade de expressão.

Marcas de B2C como o Google, que viu seu valor de marca aumentar em 556% no correr dos últimos 12 anos, resignificaram a categoria. Em 2006, o top 20 de tecnologia era dividido de forma equilibrada entre marcas B2C e B2B. Hoje, a balança pende mais para o lado do B2C, com apenas um terço do valor de marca da categoria sendo representado por marcas B2B. A média do valor de marcas B2C cresceu 208% nos últimos 12 anos, enquanto marcas B2B tiveram aumento de 84%, em média.



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Fonte: Kantar Millward Brown, Kantar Vermeer

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