Brasil Insights

Qual o legado dos Jogos Olímpicos Rio 2016?

Jacqueline Lafloufa

Editora de conteúdo e insights

Saúde e Esporte 17.08.2016 / 15:00

olimpiadas-brasil-Rio2016 - Paulo Mumia

Mesmo achando que esse não é melhor momento de ser vitrine para o mundo, brasileiros acreditam em legado positivo

Foram anos de preparo para que o Rio de Janeiro sediasse os Jogos Olímpicos de 2016. Entre o receio de que não desse tempo e o pessimismo geral econômico e político do país, qual pode ser o legado que as Olimpíadas poderão deixar para o Brasil?

Em uma pesquisa antes do início oficial dos jogos, TNS e Millward Brown, empresas do grupo Kantar, descobriram que 72% dos brasileiros acreditavam que agora não era o momento ideal para competições acontecerem no Brasil - algumas das razões citadas foram a violência (85%), a poluição do mar, da baía e das lagoas (41%) e a falta de estrutura para receber turistas (38%).

Ainda que 59% achem que a realização das Olimpíadas no Brasil tenha sido uma decisão errada, 44% apostam em um legado positivo do evento para o país. Entre as expectativas para o futuro, espera-se o reaproveitamento das estruturas olímpicas (62%), a disseminação da cultura nacional (46%) e a ampliação e melhoria dos aeroportos cariocas, como o Galeão (45%) e o Santos Dumont (32%).



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Modificações urbanas

Além do sentimento geral dos brasileiros, arquitetos e urbanistas veem como principal legado a requalificação das áreas e incentivo para um novo tipo de ocupação, assim como uma transformação na mobilidade urbana.

Segundo eles, as mudanças positivas só serão notadas no médio e longo prazo, pois há uma adaptação social e econômica nos locais e na cidade como um todo que demora a ser restabelecida.

O que se espera é que o Rio de Janeiro pudesse seguisse o exemplo de Barcelona, cidade na qual as Olimpíadas marcaram uma transformação, seja nas instalações construídas no Mont Juic, seja na área portuária. Porém, o Rio é uma cidade bastante complexa e diferente, seja pela geografia, seja pela forma como foi estabelecida a ocupação, o que fez com que o planejamento seguisse características especiais.

Depois de ter lidado com o trânsito mais complicado devido às obras e com desocupações, os cariocas esperam um retorno rápido - mas, assim como o ocorrido em Londres e Pequim, o resultado perceptível das iniciativas público-privadas será sentido no longo prazo. Em Londres por exemplo, as instalações tornaram-se um parque aberto para a população, onde há escolas de esporte e obras de arte interativas. Há também um estádio, shopping e hotéis, mas a ocupação de fato está começando agora, quatro anos depois.

O legado londrino

Antes mesmo dos jogos de Londres 2012 começarem, o Comitê Internacional Olímpico tinha um objetivo muito claro: transformar o Reino Unido em um líder do esporte e inspirar uma geração de jovens a se exercitarem.

Antes do início dos jogos olímpicos Rio 2016, uma pesquisa da Lightspeed entrevistou 4.349 britânicos para conferir o quão inspirativo havia sido a última olimpíada. Perguntados sobre "o quanto os Jogos Olímpicos de Londres em 2012 te inspiraram a ter um estilo de vida mais ativo", 18% dos britânicos adultos disseram terem sido motivados pelas Olimpíadas, comparado com 64% que disseram que não se sentiram motivados e 18% que alegaram não terem visto os jogos de 2012.

No entanto, os resultados entre os jovens são mais animadores: 24% dos respondentes que têm entre 18 e 24 anos e 26% dos que têm de 25 a 34 anos disseram que se sentiram inspirados a se exercitarem mais depois dos jogos olímpicos.

Em todo caso, vale destacar que a pesquisa perguntou se as pessoas se sentiram mais inspiradas a terem estilos de vida mais ativos depois dos Jogos Olímpicos de Londres em 2012, mas não conferiu se eles efetivamente estavam se exercitando mais.



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Fonte: Kantar Millward Brown, Kantar TNS

Nota da Editora

Foto: Divulgação Rio2016 - Paulo Mumia

O estudo foi feito em duas partes: uma fase quantitativa, realizada pela Millward Brown, e outra fase qualitativa, realizada pela TNS. Na fase quantitativa, foram entrevistadas 400 pessoas, homens e mulheres com mais de 16 anos, classe A, B e C. A amostra nacional foi distribuída de acordo com a população e foi feita entre junho e agosto de 2016. Na fase qualitativa, foram feitas entrevistas com duração de duas horas com 10 atletas das modalidades judô, karatê, atletismo e basquetebol e seis entrevistas de duas horas com arquitetos e urbanistas de empresas privadas e públicas em São Paulo e Rio de Janeiro. A pesquisa de campo foi realizada entre 18 e 29 de julho.

Todos os dados publicados no Kantar Brasil Insights são públicos e podem ser utilizados livremente.  

Jornalista, se precisar de mais dados ou se quiser entrevistar algum dos nossos especialistas, por favor, entre em contato conosco.

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