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Retrospectiva 2016: Que saudade da Olimpíada!

Saúde e Esporte 07.12.2016 / 08:00

RC_Abertura-Jogos-Olimpicos-Rio-2016-estadio-Maracana-Rio-de-Janeiro_08606082016Foto: Roberto Castro/ Brasil2016

Depois da enorme expectativa, a sensação é que o país mandou bem ao receber os Jogos Olímpicos

Falar dos Jogos Olímpicos de 2016 hoje é trazer um sorriso ao rosto do brasileiro. O país se preparou por anos para a Olimpíada no Rio de Janeiro, mas mesmo assim, existia uma grande apreensão sobre como o país sediaria o evento esportivo. Poucas semanas antes dos jogos olímpicos, apenas 29% dos brasileiros disseram que iriam acompanhar competições, declarando a falta de dinheiro como principal desafio para conseguir ir aos jogos na capital carioca.

Essa apreensão também gerava um receio das marcas em se associarem aos jogos no Rio 2016 – a suspensão do governo de Dilma Rousseff, greves locais e o medo causado pela Zika (ainda que as chances de contrair a doença fossem pequenas) lançavam uma sombra negra na festa olímpica brasileira.

Mas foi só chegarmos à Cerimônia de Abertura, no dia 5 de agosto, que essa bad vibe se foi. Mesmo concorrendo com a chegada do jogo Pokémon Go no Brasil, o show de abertura dos jogos Rio 2016 foi mais comentado no Twitter do que os monstrinhos de bolso da Nintendo



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Rapidamente o orgulho nacional também foi inflado com o primeiro ouro do Brasil, conquistado pela judoca Rafaela Silva. Foi uma grande festa, bem ao estilo brasileiro!

Ligados nas transmissões esportivas

Ainda que estar presencialmente no Rio de Janeiro fosse privilégio para poucos (9%), muita gente se programou para acompanhar o evento remotamente, especialmente pela TV (70%), computador (22%), celular (15%) e tablet (5%). Só na Cerimônia de abertura, o evento mais visto dos Jogos Olímpicos, foram mais de 28 milhões de pessoas acompanhando a transmissão na TV, o equivalente a 74% das casas medidas pela Kantar IBOPE Media.

A final do futebol masculino, disputada contra a Alemanha, também foi eletrizante. A vitória olímpica sobre a Alemanha teve sabor de “revanche” contra o 7x1 da Copa do Mundo e foi muito comemorada: foram mais de 25 milhões de telespectadores acompanhando a decisão nos pênaltis.



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Na Cerimônia de Encerramento, as mensagens nas redes sociais denotavam um misto de orgulho e saudade: o país tinha "dado conta" de fazer uma grande festa olímpica e as mensagens só apareciam como “negativas” quando a postagem se referia à “chateação” de ter que lidar com o fim dos jogos. Um clássico da ironia do brasileiro, que queria mais Jogos Olímpicos para curtir aquela sensação de êxtase nacional.

 

 

Esporte alavancando marcas e celebridades

Entre um jogo e outro, as Olimpíadas também ajudaram a alavancar marcas e celebridades. O ex-tenista profissional Gustavo Kuerten, que atuou como convidado especial para comentar os jogos olímpicos, viu sua posição no ranking Celebrity DBI, da IBOPE Repucom, subir drasticamente. Guga, que depois dos jogos ganhou o apelido de “labrador humano” (devido ao seu grande carisma que cativou a audiência), saltou da 61ª posição para a 3º do ranking geral, considerando todas as 900 celebridades avaliadas no estudo.

 

 

Outro destaque positivo foi a pequena ginasta Flávia Saraiva. Estreante nos jogos olímpicos e representante da nova geração da ginástica brasileira, também viu sua avaliação no Celebrity DBI apresentar grande crescimento, principalmente no atributo Awareness, onde dobrou sua nota e atingiu a marca 82 pontos de reconhecimento.

Isaquias Queiroz também foi um dos atletas com grande ascensão nos jogos. O jovem baiano triplicou seu nível de conhecimento (Awareness) e cresceu em todos os demais atributos, como Appeal, Influence e Trust.

Entre as marcas, o IBOPE Repucom também mostrou que quem investiu pesado no patrocínio dos jogos foi recompensado com retorno midiático. O grupo dos patrocinadores globais, que realizaram um aporte financeiro maior, esteve entre os que mais foram exibidos nas transmissões dos jogos e demais coberturas jornalísticas, seguidos pelo grupo dos patrocinadores locais. Entre os formatos de patrocínio com maior retorno de exposição em mídia estão ‘Backdrop’, ‘Sportswear’ e ‘Relógio’.

Paralimpíadas: superação através do esporte

Acompanhar o desempenho dos atletas é ter uma aula de foco a cada competição, e nas paralimpíadas essa sensação era ainda maior: os atletas superavam suas próprias limitações, mostrando ainda mais garra do que imaginaríamos.

Segundo especialistas da nossa Evidências – Kantar Health, o esporte pode ajudar muito na reabilitação de quem sofre com uma deficiência, além de melhorar a qualidade de vida, já que promove a integração social, que faz o indivíduo redescobrir suas capacidades. “A atividade física e o esporte trazem benefícios também psicológicos, sociais e físicos, melhorando a capacidade aeróbica, reduzindo riscos cardiovasculares, menores incidências de infecções e complicações médicas, além de melhorar a autoestima, independência e socialização”, explica Luciana Clark, diretora de comunicação científica da Evidências.

Todo o entusiasmo olímpico também se expandiu para os jogos paralímpicos, que tiveram uma cerimônia de abertura com audiência média de 1,6 ponto, aumento de 641% com relação à semana anterior, segundo dados da nossa Kantar IBOPE Media. A abertura das Paralimpíadas também foi destaque no Twitter, com mais de 41 milhões de impressões mencionando o evento, com pico de tweets às 21h47, quando a atleta Márcia Malsar, que levava a tocha paralímpica, cai e se levanta, sendo aplaudida de pé pela plateia.

O legado do Rio 2016

Mesmo recebendo as competições olímpicas no Brasil em um momento conturbado, 44% dos entrevistados em uma pesquisa da Kantar TNS e Kantar Millward Brown declararam que apostam que os jogos deixariam um legado positivo para o país. Entre as principais expectativas para o futuro estava o reaproveitamento das estruturas olímpicas, a disseminação da cultura nacional e a ampliação e melhoria dos aeroportos cariocas.

Para arquitetos e urbanistas, existe um legado de longo prazo que é a requalificação das áreas dos jogos olímpicos e o incentivo para um novo tipo de ocupação desses lugares, bem como a transformação da mobilidade urbana.

LEIA MAIS: Qual o legado dos Jogos Olímpicos Rio 2016?

Em Londres, um dos interessantes legados dos jogos olímpicos de 2012 foi um maior interesse dos jovens em atividades físicas e esportivas. Um levantamento realizado pela Kantar IBOPE Media demonstrou que na China e nos Estados Unidos, países com um longo histórico de vitórias nas Olimpíadas, existem mais pessoas engajadas com esportes. Cerca de 2/3 dos chineses e mais da metade dos estadunidenses praticam esportes semanalmente, bem como acompanham eventos esportivos pela televisão ou pessoalmente. No Brasil, esse índice é de 24%, ou seja, menos da metade da proporção dos países citados anteriormente. Entre os esportes mais praticados e assistidos no Brasil, o futebol é de longe o principal, como demonstra o gráfico abaixo. Talvez, se outros esportes arrecadassem investimento como o futebol, mais pessoas pudessem praticar e assistir novas modalidades, expandindo o mercado esportivo no país.

Fonte: IBOPE Repucom, Kantar Added Value, Kantar Health, Kantar IBOPE Media, Kantar Millward Brown, Kantar TNS, Kantar Worldpanel

Nota do Editor

Metodologia dos dados de IBOPE Repucom: análise realizada somente entre as marcas patrocinadoras dos jogos. Exposições de marcas de fornecimento de material esportivo não foram consideradas.

Jornalista, se precisar de mais dados ou se quiser entrevistar algum dos nossos especialistas, por favor, entre em contato conosco.

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