Brasil Insights

Consumo de cigarros chega a menor índice dos últimos 10 anos

Jacqueline Lafloufa

Editora de conteúdo e insights

Saúde e Esporte 30.05.2016 / 18:00


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Dados históricos mostram que o brasileiro está fumando menos

Fumar já foi associado com status e glamour, mas hoje em dia a percepção social do uso de tabaco mudou. Isso é visível na redução do número de fumantes ao redor do mundo, e na crescente intenção de parar. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde e Bem Estar da Kantar Health mostram que 63% dos brasileiros nunca fumaram na vida. Dentre os que fumaram alguma vez, a notícia também é positiva: 56% já conseguiram suspender o consumo de tabaco e já estão livres do vício.

Mudanças na percepção social e na legislação - como o decreto da  Lei Antifumo em 2011, que proibiu o consumo de cigarros em ambientes coletivos e parcialmente fechados - também podem ter impactado o consumo de cigarros. Segundo dados do Target Group Index da Kantar IBOPE Media, desde 2005 o consumo caiu 35%, com queda mais acentuada a partir de 2011. No ano passado, o índice de consumidores de cigarros atingiu seu menor valor, chegando a 14,2%.

Mesmo assim, a Organização Mundial da Saúde (OMS) almeja diminuir essa taxa ainda mais: a meta é reduzir em 30% o número de fumantes até 2025. Para incentivar que o tabaco seja cada vez menos consumido, todo dia 31 de maio a OMS realiza o Dia Mundial Sem Tabaco, que encoraja a realização de um "jejum" de cigarros aos fumantes, mostrando que é possível dar o primeiro passo para uma vida sem cigarro.



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Controle do consumo

A defesa do controle do consumo de tabaco é uma das prioridades da OMS, que apoia legislações que ajudem a regular locais onde o fumo deve ser proibido, como é o caso da Lei Antifumo no Brasil. No país, o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA) promove ações de prevenção e conscientização sobre as doenças e mortes evitáveis relacionadas ao tabagismo.

“Em qualquer fase da vida parar de fumar trará benefícios. É comum ouvir as pessoas dizerem que por estarem mais velhas, parar de fumar ‘não vale à pena’ mas os estudos apontam em outra direção felizmente. Parar de fumar antes dos 35 anos, por exemplo, fará com que sua curva de sobrevida seja muito semelhante à de um indivíduo que nunca fumou, antes dos 45 anos o ganho é de nove anos na curva de vida em relação aos que seguem fumando e para aqueles que param de fumar antes dos 55 anos o ganho é de seis anos e antes dos 64 o ganho é de quatro anos”, afirma a oncologista Bruna Pegorreti Rosa, diretora do Departamento de Medical Intelligence da Evidências - Kantar Health.

Entre os principais segmentos analisados pelo Target Group Index, o consumo de cigarros apresentou queda principalmente entre a classe DE, que diminuiu em 45,5% o seu consumo. Alguma redução de consumo pode ser percebida também entre o público feminino (-4,5%) e entre as faixas etárias de 12 a 54 anos.



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“Um estudo conduzido pelo INCA em parceria com a Universidade de Georgetown, em Washington, Estados Unidos revelou que o número de fumantes no Brasil caiu pela metade nos últimos 20 anos graças às leis anti-fumo implementadas no país (que aumentou a taxação de impostos e restringiu o consumo em lugares públicos).  Ainda, dados apontam que as imagens negativas publicadas nos maços de cigarro estão relacionadas a um impacto positivo reduzindo a taxa de iniciação e aumentando a taxa de  abandono do tabagismo”, aponta Pegoretti.

Segundo os dados da Kantar Health, mesmo com restrições impostas, os fumantes parecem observar com razoável conforto as legislações que visam evitar que não fumantes sejam incomodados pela fumaça de cigarros, charutos e cachimbos. Dentre os respondentes do Reino Unido, França, EUA, China, Brasil e Espanha, a maioria alega não achar difícil restringir o consumo em locais restritos.



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Na fumaça do cigarro há aproximadamente 4.700 substâncias tóxicas diferentes. Essa fumaça prejudica não apenas os fumantes “ativos”, mas também os fumantes de “segunda mão”. “O fumante passivo corre tantos riscos quanto o dependente em tabaco. Segundo a OMS o tabagismo é a principal causa de morte evitável no mundo. Todo ano cinco milhões de pessoas morrem no mundo em decorrência do tabagismo esse número é assombroso”, alerta Pegoretti.

Fonte: Kantar Health, , Kantar IBOPE Media

Nota da Editora

Os dados de Kantar Health referem-se à Pesquisa Nacional de Saúde e Bem Estar (National Wellness and Health Survey)

 

Todos os dados publicados no Kantar Brasil Insights são públicos e podem ser utilizados livremente.  

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