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Brasileiros e britânicos preferem pulseiras fitness à smartwatches

Móvel 23.02.2016 / 12:00


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China ainda é principal mercado para wearables, onde existe maior uso e intenção de compra

Os gadgets de vestir, também conhecidos pela expressão em inglês wearables, devem ser um dos grandes assuntos da Mobile World Congress, que acontece em Barcelona, na Espanha. Entre os dispositivos mais populares da categoria estão as pulseiras fitness e os smartwatches, relógios inteligentes que se conectam à smartphones para oferecer notificações mais fáceis de acessar e funcionalidades de monitoramento de passos, entre outros recursos.

A maioria do público ainda se questiona qual a grande vantagem de ter um smartwatch ou uma fitband, já que muitas vezes eles apenas replicam, de forma mais conveniente, o que um smartphone já faz. Na China, contudo, os wearables estão tendo uma rápida adoção. Dados da Lightspeed mostram que 43% dos chineses usam um smartwatch e 34% utilizam uma pulseira fitness, bem mais do que nos EUA ou em países da Europa. No Brasil, 8% declararam usar os relógios inteligentes e 9% disseram utilizar uma fitband. Curiosamente, brasileiros e britânicos parecem mais interessados em usar uma pulseira fitness, que ajuda a monitorar as atividades físicas e qualidade do sono, do que um relógio inteligente. "As pulseiras fitness vão ser bem sucedidas em mercados onde existe uma exigência de beleza social muito forte", analisa David Fiss, diretor de client service da Kantar Worldpanel. "Também existe bastante potencial entre o público jovem, que está muito preocupado com exercícios físicos e com o monitoramento da qualidade do sono, mas esse é um público muito específico", explica ele. Os smartwatches são mais queridos nos EUA, França, Espanha e China. "Isso pode ter a ver com um consumismo mais típico do norte-americano, que às vezes 'não pega' na América Latina", opina Fiss.

Mercado em expansão

Se as intenções de compra forem mantidas, talvez esses números cresçam bastante em breve, em especial na China, EUA, Espanha e Brasil. Estes países concentram as maiores intenções de compra de um wearable nos próximos 6 meses. Espanhóis e brasileiros talvez estejam mais cautelosos com a compra, se destacando entre os que estão interessados em adquirir os dispositivos, mas que também estão aguardando a chegada de modelos mais novos. "O brasileiro costuma comprar tecnologia, por isso existe a intenção de compra. No entanto, as pessoas ainda estão pensando na aquisição do smartphone, do tablet", pondera David Fiss. Além disso, a situação atual do país faz com que a população reveja seus gastos ou priorize investimentos. "Entre as classes mais abastadas (A/B) também existe uma maior racionalização dos gastos, se pensarmos na incidência de impostos e no dólar alto", ele lembra.



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Entre quem pretende comprar um wearable no futuro próximo, as mulheres de 25 a 34 anos são o grande destaque, aparecendo entre as mais interessadas na aquisição dos dispositivos, seguidas pelas mulheres mais jovens, entre 18 e 24 anos. Essa maior intenção de compra entre as moças pode ocorrer até pela já mencionada 'exigência de beleza social', aliada a um momento da vida profissional que permite uma maior liberdade de investimentos em cuidados pessoais. "A mulher está com um papel diferente na sociedade, começa a ter um poder aquisitivo e também a adquirir mais coisas para ela mesma", completa David, lembrando que as mulheres têm mais paciência para conhecer os novos dispositivos. "Os homens esperam mais ganhar isso de presente", brinca ele.



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Apesar dos números, será que o brasileiro entende para que serve uma pulseira fitness ou um smartwatch? Para David, ainda falta uma comunicação mais efetiva de marcas como Apple e Samsung no mercado nacional. "Ainda existe muito foco em divulgar smartphones, mas falta comunicação voltada para esses gadgets de vestir para impactar o público local", conclui ele.

Fonte: Lightspeed, Kantar Worldpanel

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