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Menos de 30% dos médicos americanos já recomendaram apps de saúde e bem-estar ou “wearables”.

Ross Tucker

Editor do Kantar US Insights

Móvel 15.01.2019 / 00:00

Wearable_BR

Confira as descobertas de uma análise conduzida pela Kantar, nos Estados Unidos, sobre a situação da tecnologia na saúde.

Apesar de quase metade dos consumidores americanos entrevistados declararem que têm uma opinião positiva sobre as tecnologias usadas para saúde, tais como rastreadores fitness ou apps móveis que ajudam a monitorar a saúde, quase 60% não estão familiarizados com alguns dos dispositivos mais comuns, como sistemas de monitoramento de glicose ou monitores de pressão arterial conectados à Internet.

Estas são algumas das descobertas de uma análise conduzida pela Kantar, nos Estados Unidos, sobre a situação da tecnologia na saúde.

O estudo, que coletou dados de diversas pesquisas - conduzidas pela Kantar ao longo de 2017 e 2018 - com consumidores e médicos, também documentou como os baixos níveis de recomendação desses apps e dispositivos por médicos estão contribuindo para a lenta adoção desse tipo de tecnologia.

Baixe o relatório completo abaixo.

Segundo a Kantar, menos de 30% dos médicos entrevistados declararam que haviam recomendado apps para saúde geral e bem-estar, “wearables”,  dispositivos ou sistemas médicos de monitoramento ou medição conectados à Internet.

“A área de cuidados da saúde está claramente evoluindo em direção a um maior foco no consumidor e estes dispositivos estarão à frente e no centro deste movimento,” diz Lynnette Cooke, CEO Global da Kantar Health. “A utilização apropriada da tecnologia na saúde pode melhorar os resultados através da prevenção, ajudando a melhorar a qualidade e a expectativa de vida. Se atingirmos estes resultados, a necessidade de cuidados médicos e os custos associados cairão e todos no ecossistema de saúde se beneficiarão.”

As principais descobertas do estudo incluem:

• Os principais apps relacionados a saúde, entre os usuários de aplicativos, foram rastreadores de exercícios ou fitness, usados por 64% dos entrevistados, seguidos por apps para contar calorias ou rastrear dietas (33%), apps para monitorar o sono (23%) e então apps de nutrição ou receitas saudáveis (21%)

• O principal uso de “wearables” era para contar os passos caminhados durante o dia (por 83% dos entrevistados), seguidos pelos de monitoramento de metas para uma boa forma (58%), apps para contar as calorias queimadas durante exercícios (56%), dispositivos para monitorar o batimento cardíaco (52%) e então apps para monitorar o sono, monitorar o pulso e, por último, apps para monitorar a pressão arterial

• Menos de 9% dos pacientes com diabetes e apenas 4% daqueles com condições cardíacas estão usando dispositivos conectados à Internet para o controle de doenças crônicas

• De forma geral, os pacientes têm uma visão positiva de apps e vestíveis relacionados a saúde, com quase 45% concordando que um rastreador de fitness conectado à Internet facilitaria para eles monitorarem suas dietas e exercícios; 40% dizendo que estariam dispostos a usar um app móvel que fosse oferecido por seu plano de saúde e 47% declarando que estariam dispostos a usar um app móvel recomendado por seu médico. Entretanto, 66% dos entrevistados disseram que não estão familiarizados com monitores de pressão arterial conectados à Internet

• Quase 60% dos médicos entrevistados declararam que não haviam recomendado apps ou “wearables” para saúde geral ou bem-estar a seus pacientes, com quase um quarto afirmando que não o fariam

• Aproximadamente 70% dos médicos entrevistados declararam que não haviam recomendado um dispositivo médico para monitoramento ou medição conectado à Internet, com um pouco mais de 20% afirmando que não o fariam

 “A pesquisa mostra que existe uma tremenda oportunidade para a tecnologia na saúde esperando para ser explorada, e com ela o potencial para revolucionar o cuidado dos pacientes,” diz Jennifer Carrea, Chief Executive Officer da Lightspeed para as Américas e da Global Health. “Sem dúvida o que é preciso é uma educação mais efetiva dos pacientes e dos médicos e uma melhor integração desses dispositivos nos planos de tratamento.”

 

Clique aqui para acessar o relatório completo

Fonte: Kantar Health, Kantar

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